Taxa Selic. Curva de juros negativa

Taxa Selic em 6% ao ano: esse é o seu menor valor histórico e vem mais queda por aí! E agora? O que fazer para melhorar o rendimento neste novo cenário?

Segundo o boletim Focus – que reúne as previsões de agentes importantes do mercado – a expectativa é de que ao final de 2019 a Selic esteja em somente 5,25%. Juro baixo é uma tendência mundial. Alemanha e Suíça, por exemplo, já mostram curvas de juros negativas. Não ignore os sinais! É hora de agir.

Rentistas não passarão (mais)… 

Onde você estava em outubro de 2016? Não lembra? Então olha esse gráfico e você certamente vai lembrar:

Evolução da Taxa SELIC no Brasil: 2010 a 2019, e Projeções até 2020 (em %a.a.)

Sim. Há menos de 3 anos nossa taxa básica de juros era simplesmente 14.25%!!! Ora, não precisa ser gênio para saber o quão atrativo era investir em renda fixa. Ainda que grande parte dos investidores sofresse de uma “doença” autoimune chamada “desilusão monetária”, com a taxa de inflação acima de dois dígitos, o retorno parecia sempre satisfatório. Como diz o atual Ministro da Economia, Paulo Guedes: o Brasil era (ou ainda é) o “paraíso dos rentistas”.

Mas….três LONGOS anos se passaram. Chegou a hora de descer e encarar a realidade: retorno alto e baixo risco não te pertencem mais. Quer ter a chance de ganhar mais? Arrisque! Simples assim. 

O trabalho informativo é árduo, mas vem sendo feito. Muitos investidores estão começando a considerar a entrada na bolsa de valores e em 2019 – não por coincidência – a marca de 1 milhão de CPFs cadastrados na B3 foi atingida. A pergunta agora é: quando virá o 2° milhão?   

Alguns números podem te dar aquele empurrão que falta

Somente no primeiro semestre de 2019, o índice Ibovespa – que reúne as ações mais negociadas na bolsa – teve um rendimento bruto de 15,84%. A poupança, no mesmo período, rendeu 2,22%. O CDI – queridinho dos rentistas – teve um rendimento acumulado de 3.6% até julho de 2019.  

É claro que o investidor não deve pegar todas as suas economias e investir em renda variável. Aqui, diversificação é a palavra chave. Dependendo do perfil, objetivos, idade e tolerância ao risco, uma porcentagem maior ou menor deve ser investida nesses ativos.

Importante lembrar que existem várias maneiras de acessar investimentos com renda variável: 

  • Comprar ações de empresas propriamente ditas;
  • Ser cotista de um Fundo de Investimento em Ações;
  • Participar de um Clube de Investimentos; 
  • Negociar contratos de opções de compra e venda de ativos; 
  • Certificados de Operações Estruturadas (COEs);
  • Fundos de Investimentos Imobiliários.

O que importa é saber que existem opções para todos. 

Se você realmente quer saber como melhorar seu retorno por meio de investimentos em ativos de renda variável, poucos momentos foram tão bons para começar. O cenário de juro baixo é uma tendência mundial e chegou ao Brasil. Não perca mais tempo, caso contrário, em alguns anos o seu arrependimento será não ter começado antes. 

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