Finanças como um martelo

Finanças é uma ferramenta poderosa que pode criar valor ou removê-lo. Para criar valor por meio das finanças, você precisa – primeiro –  aprender a usar essa ferramenta corretamente. 

As finanças não são morais. Ela também não é imoral. Esforçar-se para classificar as finanças do lado das forças do bem ou do mal é uma luta perdida por uma simples razão: ela é amoral.

Finanças significa a “ciência da gestão de ativos individuais, ativos corporativos e fundos públicos”. Assim como na matemática, como ciência, finanças é, portanto, uma ferramenta desprovida de moralidade.

O uso dessa ferramenta não é imune ao julgamento moral. Tanto os profissionais de finanças quanto os matemáticos podem agir para o bem ou para o mal, e suas ações podem ser julgadas como boas ou más.

Para entender essa sutileza, é interessante comparar as finanças com um martelo. Por definição, como ferramenta, um martelo é amoral. No entanto, a ação de seu usuário pode ser julgada como boa se o martelo construir e criar valor, ou como ruim se o martelo destruir e remover valor. Nesse sentido, as finanças são como um martelo

A falta de conhecimento, por vezes, leva pessoas bem-intencionadas a destruir involuntariamente algo valioso. Para evitar a destruição acidental de valor, recuse-se a usar produtos financeiros que você não entende totalmente.

Finalmente, ao usar um produto financeiro que você tem conhecimento, certifique-se de usá-lo com a intenção correta. Muitas pessoas estão familiarizadas com produtos financeiros, algumas entendem como trabalham em detalhes, mas poucas sabem para que estão sendo usados.

No próximo debate moral sobre finanças, lembre-se de que finanças é uma ciência amoral, uma ferramenta neutra, um martelo imparcial. E se lhe disserem que “finanças” se refere a profissionais do setor ou a certas práticas especulativas, lembre-se de que o abuso da metonímia prejudica a clareza das ideias.

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