Fundo de investimento Exchange Traded Fund

Uma das regras de ouro do mercado financeiro é: o risco só é recompensado se for um risco diversificado. Pensando nisso, um produto financeiro foi criado nos EUA no fim da década de 80 e em menos de 30 anos criou um mercado de mais de 1 trilhão de dólares.

A ideia inicial foi simples: como existem diversos índices no mercado que representam uma média ponderada de um grupo de ativos financeiros, por que não criar um fundo que acompanha algum desses índices? Assim foi criado o Exchange Traded Fund, ou simplesmente ETF. Atualmente, ele é um produto muito popular no exterior, porém ainda pouco explorado no Brasil.

Entendendo melhor

Como o conceito do ETF é ser um ativo que replica a composição de um índice de mercado, seu objetivo natural é acompanhar o desempenho do índice no qual ele está lastreado. A operacionalização de um ETF é feita criando uma cesta ativos igual, e na mesma proporção, daquelas que compõem o índice a ser acompanhado.

As principais vantagens desse tipo de ativo são: a diversificação, a facilidade de negociação e o custo do investimento. Como o(a) investidor(a) está comprando uma cesta com várias ações/títulos, ele(a) acaba diversificando o seu portfólio de investimento e, portanto, relativizando o risco. A negociação desse tipo de ativo é feita na bolsa de valores, com um custo muito inferior àquele que o investidor teria se fosse comprar cada ativo individualmente.

O exemplo mais relevante de ETF no Brasil é o BOVA11, fundo que replica a composição do Ibovespa – o principal índice da bolsa de valores nacional. O investidor que compra suas cotas está adquirindo uma cesta de ações igual, e na mesma proporção, daquelas que compõem o Ibov. Por este motivo, o BOVA11 é uma ótima forma de investir em renda variável no Brasil.

A novidade do mercado nacional

Não existem só ETFs de renda variável como o BOVA11. Fundos que acompanham índices de renda fixa também são comuns no exterior, e agora estão chegando ao Brasil. O primeiro ETF de renda fixa nacional foi criado pela Mirae Asset Global Investments em 2018. Ele replica um índice de juros futuros do mercado brasileiro e espera um rendimento bruto acima do CDI – taxa de juros padrão para ativos de renda fixa – além de uma taxa de administração de apenas 0,3% ao ano.

Em 2019, a grande novidade desse mercado aconteceu no dia 21 de maio: o lançamento do ETF do Tesouro Nacional. Ele é operado pelo banco Itaú Unibanco sob o nome: IT Now ID ETF IMA-B Fundo de Índice. O fundo é lastreado pelo Índice de Mercado Anbima (IMA-B), que reflete a variação dos preços de uma carteira de títulos do Tesouro IPCA – aqueles que pagam o IPCA mais uma taxa de juros pré fixada. A recepção do mercado foi muito positiva com com o fundo captando mais de R$2 bilhões. Com o valor muito acima da captação mínima esperada pelo tesouro  – R$ 300 milhões – , o ponto de destaque foi a grande participação de pessoas físicas com mais de 2 mil CPFs participando da oferta inicial.

Investindo no ETF do tesouro é possível ter as vantagens já explicadas de um ETF, além de haver um ganho extra: o investidor pode, indiretamente, vender sua participação nos títulos do tesouro a qualquer momento sem ser “penalizado” por estar vendendo seu título antes do vencimento, como ocorre normalmente.

Considerar um ETF na sua estratégia de investimentos

Sabendo que um ETF pode ser uma ótima forma de diversificação de investimentos, é sensato considerar este ativo como uma opção na hora de montar uma carteira. Analisar o perfil do investidor – principalmente o quão suscetível ao risco ele é – pode definir entre a escolha de um ETF, dentre as opções de renda fixa ou variável.

Vale lembrar da regra de ouro dos investimentos já citada: o risco só é recompensado se for um risco diversificado. É por este motivo que o ETF é um ativo em alta no mercado mundial, e que deve crescer ainda mais nos próximos anos.

ETFs são ativos pouco explorados no mercado nacional, principalmente os de renda fixa. Eles são uma ótima alternativa para diversificar seu portfólio de investimentos de uma forma simples e barata, além ter taxas de administração baixas em relação ao mercado brasileiro. Investir em um ETF, seja de renda fixa ou variável, pode ser uma ótima forma de melhorar a qualidade de uma carteira de investimentos.

 

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