Primeira bolha financeira da história.

A crise das tulipas (também chamada de tulipomania ou bolhas das tulipas) é considerada a primeira bolha especulativa da história. Essa loucura teve início no século XVII, quando as primeiras tulipas apareceram na Holanda e começaram a desencadear as paixões. Símbolo do luxo absoluto da época, a burguesia se apaixonou por essas novas flores.

Novas variedades foram inventadas e as vendas de bulbos de tulipas explodiram. Outros países também se mostraram interessados e a tulipa holandesa foi um grande sucesso, especialmente na França.

Plantadas entre junho e setembro, era nesse momento que as negociações dos bolbos de tulipas arrecadavam dinheiro. O resto do ano funcionava como hoje atua o mercado futuro: vendedores e compradores assinavam um contrato para a entrega futura de um bem a um preço pré-definido.

Devido ao crescente interesse, os agricultores estavam dispostos a gastar uma fortuna na aquisição dos bulbos, incluindo as novas variedades que eram também as mais raras. Em fevereiro de 1637, quando os preços chegaram ao seu auge, era necessário  gastar mais de quinze vezes o salário anual de um artesão especializado para comprar um único bulbo da melhor espécie da flor.

Contratos passavam de mão em mão várias vezes antes de uma entrega ser feita. Porém, o aumento sem sentido se conteve. Os compradores ficaram receosos e os vendedores não conseguiram mais encontrar um cliente.  Foi um crash. Os preços caíram para nunca mais subir.

Considerada por muitos historiadores como o primeiro crash financeiro na história, a bolha especulativa da tulipa foi popularizada por Charles Mackay, que publicou “Ilusões Populares e a Loucura das Massas” em 1841. A bolha deu início a uma depressão econômica que durou por muitos anos e causou uma grande desconfiança a investimentos especulativos pelos holandeses.

 

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